POR BRYAN KRAMER / CEO da Pure Matter

 

O marketing costumava ser divido em duas categorias: business to business (B2B) ou business to consumer (B2C). Isso foi feito para separar as especificações, audiências e segmentos em um esforço para melhor segmentar os grupos de pessoas que consomem a mensagem da marca.

 

Mas o que fiz, originalmente, foi criar uma linguagem para anunciantes com palavras como “sinergia” e “feeds” – para contar histórias de produtos para seus compradores e parceitos. Isso se tornou um grande jogo de telefone, em que quando a mensagem chega ao comprador, o produto já acabou perdendo seu brilho com a verborragia do marketing.

 

Os consumidores estão confusos. Não podemos simplificar para eles o que estamos vendendo? E, mais importante, por que o que estamos promovendo não se alinha às experiências do consumidor?

 

O fato é que essas duas linhas estão tão embaralhadas que é difícil diferenciá-las. Precisamos pensar como os consumidores que somos, nos colocando na mentalidade do consumidor em vez de tentar falar com uma linguagem cheia de acrônimos e palavras grandes para parecermos espertos.

 

O marketing caminha para se tornar one-to-one, com soluções para coletar e big data para oferecer experiências mais personalizadas. Por outro lado, o social se tornou algo mais público, onde o conteúdo se transforma em uma experiência de um para muitos. A dicotomia entre marketing e social se desequilibrou. Social e marketing devem trabalhar juntos para personalizar conversas individuais, assim como entregar experiências que pessoas com os mesmos valores possam se beneficiar. Isso é o que o social e o digital nos deram, e agora humanos interagem e se sentem mais compelidos a agirem.

 

Então, é assim que vejo:
Os negócios não têm emoção, as pessoas sim.
As pessoas querem ser parte de algo maior do que elas mesmas.
As pessoas querem sentir algo.
As pessoas querem fazer parte.
As pessoas querem entender.

 

Mas as pessoas também são humanas e cometem erros. Tropeçam. Falham. Como humanos, é natural dizer coisas erradas, ficarmos envergonhados e não perceber as consequências de nossas ações. A ascensão da social media apresentou o lado negro do anonimato, tanto para indivíduos como para multidões. O lado brilhante da humanidade é a empatia, a compreensão e o perdão, que quando lembrados na comunicação, nos aproxima como um grupo semelhante.

 

A comunicação não deve ser complicada. Deve ser simples e verdadeira, com humildade e compreensão de somos todos humanos multidimensionais, cada um passou tempo nos dois lados, claro e escuro, da vida.

 

Isso é human to human.

 

Nosso desafio como humanos é encontrar, entender e explicar o complexo de forma simples. Esse recado é para vocês, anunciantes. Encontrem esse elo em nossa humanidade e falem a língua tão esperada por todos nós.

 

 

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